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Alagoas
Postada em 28/05/2026 21:32 | Atualizada em 28/05/2026 21:38 | Por Todo Segundo

Alagoas fecha 1,5 mil empregos formais e fica entre os piores Estados do país

Brasil cria vagas, Nordeste cresce, mas estado registra saldo negativo no mercado de trabalho
Alagoas já fechou este anos, 1,5 mil empregos formais e fica entre os piores Estados do país - Foto: Reprodução

Alagoas ja registra em 2026 um cenário preocupante no mercado de trabalho formal. Dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o estado encerrou os quatro primeiros meses do ano com saldo negativo na geração de empregos com carteira assinada.

Entre janeiro e abril, foram registradas 16.496 admissões contra 18.001 desligamentos. O resultado é um saldo negativo de 1.505 vagas formais, sinalizando enfraquecimento na capacidade de retenção e criação de postos de trabalho no estado.

O desempenho coloca Alagoas entre os estados com pior resultado no país em abril, ao lado de Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, que também apresentaram mais demissões do que contratações no período.

Apesar do cenário adverso, o estado ainda mantém um estoque de 441.332 vínculos formais ativos, sustentado principalmente pelo setor de serviços.

A análise por setores revela um desequilíbrio na estrutura do emprego em Alagoas. A indústria foi o segmento que mais puxou o resultado para baixo, com fechamento de 2.244 vagas no período analisado.

Na sequência, a agropecuária também apresentou retração, encerrando 689 postos de trabalho, reforçando o impacto das oscilações sazonais e da atividade produtiva no interior do estado.

Em contrapartida, alguns setores conseguiram amenizar parte das perdas. O setor de serviços fechou o período com saldo positivo de 829 vagas, seguido pela construção civil, que abriu 531 novos postos. O comércio também registrou leve crescimento, com criação de 68 empregos formais.

Mesmo com esses avanços pontuais, o saldo geral segue negativo, evidenciando uma recuperação ainda desigual entre os setores da economia alagoana.

O setor de serviços continua sendo o principal sustentáculo do mercado de trabalho em Alagoas, concentrando mais de 218 mil empregos formais ativos. A dependência desse segmento reforça a concentração estrutural do emprego no estado, com menor diversificação em áreas industriais e produtivas.

Outro dado que chama atenção é o tempo médio de permanência no emprego entre trabalhadores desligados: 20,2 meses. O indicador sugere rotatividade relativamente alta, com ciclos de contratação e demissão inferiores a dois anos.

Enquanto Alagoas registra retração, o Nordeste como um todo apresentou saldo positivo de 18.714 vagas formais em abril, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e construção civil.

O desempenho regional ficou atrás apenas do Sudeste, que liderou a geração de empregos no país com 44.545 novas vagas.

A divergência evidencia um cenário desigual dentro da própria região, com estados avançando na retomada do emprego enquanto outros enfrentam dificuldades para sustentar crescimento contínuo.

No cenário nacional, o Brasil fechou abril com a criação de 85.888 empregos formais, resultado da diferença entre contratações e demissões.

Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda expressiva de 62,3% em relação a março, quando foram abertas 227.974 vagas. Na comparação com abril de 2025, a retração chega a 63,9%.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, este foi o segundo pior resultado para meses de abril desde 2020, ano marcado pelo impacto da pandemia da Covid-19.

No acumulado de 2026, o país soma 699.762 empregos formais criados, número 23,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Entre os setores, o destaque positivo ficou novamente com os serviços, que abriram 69.601 vagas em abril, seguidos pela construção civil, com 23.525. Já agropecuária e comércio encerraram o mês com saldo negativo, influenciados por fatores sazonais e pela desaceleração da atividade econômica.

Os dados do Novo Caged reforçam um cenário de alerta para Alagoas, que segue enfrentando dificuldades para ampliar sua base de empregos formais em um ritmo consistente.

A dependência do setor de serviços, somada às perdas na indústria e na agropecuária, evidencia desafios estruturais que impactam diretamente a estabilidade do mercado de trabalho no estado e colocam Alagoas em posição desfavorável no início de 2026.

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