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Coisa da Política

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Postada em 24/08/2026 23:02 | Atualizada em 24/08/2026 23:04

Júlio Cezar escolheu um lado — e 2026 pode ser o termômetro para 2028

Ex-prefeito aposta em Renan Filho para o Governo e Arthur Lira e Renan Calheiros para o Senado
Júlio Cezar aposta em Renan Filho para o Governo e Lira e Renan para o Senado e Camelo para estadual

Na política, existe uma diferença enorme entre ter lado e esperar para ver quem vai ganhar. Júlio Cezar escolheu o primeiro caminho.

O ex-prefeito de Palmeira dos Índios não ficou em cima do muro. Para 2026, fechou com Renan Filho para o Governo e com Arthur Lira e Renan Calheiros para as duas vagas ao Senado.

E, até aqui, os números não parecem contrariar suas escolhas.

Na Quaest, Renan Filho aparece com 42%, contra 40% de JHC. Para o Senado, Arthur Lira tem 20% e Renan Calheiros, 18%.

Pesquisa não ganha eleição. Mas também não pode ser ignorada.

A oposição pode reclamar. Os números, não.

Júlio Cezar não está sozinho nessa caminhada. Está ao lado de um grupo que reúne as principais forças políticas de Alagoas.

Renan Filho, Renan Calheiros, Arthur Lira, Paulo Dantas e Marcelo Victor sabem exatamente o peso de Júlio Cezar em Palmeira dos Índios. Sabem que ele tem grupo, tem aliados e, principalmente, tem voto.

Enquanto isso, a oposição parece ter escolhido, mais uma vez, o lado errado. E a urna, como sempre, vai cobrar a conta.

2028 começa antes de 2028

Quem pensa que a eleição municipal de 2028 só começa depois de 2027 está olhando a política pelo retrovisor.

As alianças de 2028 começam a ser desenhadas agora.

E quem estiver ao lado dos vencedores em 2026 chegará à próxima disputa com mais força, mais aliados e mais espaço para negociar.

Júlio sabe que essa eleição não termina em outubro.

2026 pode ser o primeiro grande teste para 2028.

Se Renan Filho vencer o Governo e Arthur Lira e Renan Calheiros conquistarem as duas cadeiras do Senado, Júlio terá mais do que aliados eleitos: terá um resultado político para colocar na mesa.

E isso pode pesar — e muito — na próxima eleição de Palmeira dos Índios.

A oposição pode torcer contra.

Pode minimizar.

Pode dizer que Júlio perdeu força.

Pode até comemorar antes da hora.

Mas existe uma diferença entre discurso político e resultado eleitoral.

Quem decide não é a oposição. É o eleitor.

Júlio já escolheu o lado.

Está com Renan Filho, Arthur Lira e Renan Calheiros para as disputas majoritárias, é candidato a deputado federal e apoia Sílvio Camelo para deputado estadual.

Agora, a urna vai dizer se Júlio escolheu apenas um grupo político — ou, mais uma vez, o lado vencedor.

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