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Política
Postada em 01/09/2026 23:40 | Atualizada em 02/09/2026 00:33 | Por Todo Segundo

Master: quebra de sigilo pode trazer novas revelações sobre o Iprev de Maceió

Novas informações podem revelar detalhes sobre aplicações de R$ 97 milhões investigadas pela PF
Iprev já foi alvo de operação da PF que apreendeu documentos e computadores - Foto: Nick Marone/TV Asa Branca

A quebra do sigilo de mensagens e documentos relacionados ao escândalo envolvendo o Banco Master pode abrir uma nova frente de investigação e colocar novamente o Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) no centro das atenções.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o levantamento do sigilo de materiais relacionados ao caso. O conteúdo agora poderá ser analisado pelas autoridades e pode trazer novos elementos sobre as relações e operações investigadas.

Mendonça é o mesmo ministro que autorizou, no início de agosto, a operação da Polícia Federal que teve como um dos alvos o Iprev, em Maceió. Durante a operação, agentes da Polícia Federal estiveram na sede do Iprev e apreenderam documentos e computadores. A PF investiga aplicações realizadas pelo instituto em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.

De acordo com as informações da investigação, a primeira aplicação, no valor de R$ 80 milhões, foi realizada em 2023. A segunda, de R$ 17 milhões, ocorreu em 2024. As duas operações somam R$ 97 milhões em recursos do instituto aplicados em letras financeiras emitidas pelo banco. O caso passou a ser investigado diante da crise envolvendo o Banco Master e dos questionamentos sobre as operações realizadas com recursos previdenciários.

A operação autorizada por André Mendonça também alcançou pessoas ligadas à gestão pública de Maceió. Entre os alvos estiveram o ex-presidente do Iprev, Rony Mota, e o atual secretário municipal da Fazenda, João Felipe. No âmbito da investigação, houve determinação de bloqueio de bens.

A apuração busca esclarecer as circunstâncias das aplicações e identificar eventuais responsabilidades relacionadas às decisões tomadas envolvendo os recursos do instituto. A decisão de Mendonça para retirar o sigilo de mensagens e documentos pode representar uma nova etapa da investigação. O material poderá ser confrontado com documentos e equipamentos apreendidos durante a operação realizada em Maceió no início de agosto.

Caso surjam novos elementos, a Polícia Federal poderá aprofundar as diligências e ampliar o alcance da apuração. Até o momento, não há confirmação de uma nova operação na capital alagoana.

O caso coloca novamente os recursos previdenciários dos servidores de Maceió no centro do debate. A principal cobrança é por respostas sobre quem autorizou as aplicações, quais critérios foram utilizados para a escolha dos investimentos e quais mecanismos de segurança foram adotados antes da destinação dos recursos.

Também está no foco da investigação o destino dos valores aplicados e as circunstâncias que envolveram as operações realizadas pelo Iprev. Com a quebra do sigilo, novas informações podem surgir e ajudar a esclarecer pontos ainda sob investigação.

Agora, a expectativa é saber se o conteúdo liberado por André Mendonça poderá levar a Polícia Federal a novas diligências e revelar outros personagens ou operações relacionadas ao caso.

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