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Postada em 05/05/2026 17:33 | Atualizada em 05/05/2026 23:54 | Por Todo Segundo

Alagoas é o 4º estado com mais feminicídios no Nordeste no 1º trimestre de 2026

Com oito registros, o estado integra ranking preocupante da violência do gênero este ano
Alagoas aparece entre os que mais registraram feminicídios no Nordeste no início de 2026 - Foto: Reprodução

Alagoas aparece em posição de alerta no primeiro trimestre de 2026 ao registrar oito casos de feminicídio, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgados nesta terça-feira (05). O número coloca o estado como o quarto com mais ocorrências no Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia, Pernambuco e Ceará.

De acordo com o órgão, dos oito casos registrados, quatro ocorreram em Maceió. Os demais crimes aconteceram nos municípios de Arapiraca (1), Igreja Nova (1), São Brás (1) e São Miguel dos Campos (1).

Os dados chamam atenção porque evidenciam a permanência da violência letal contra mulheres em um dos estados mais simbólicos do Nordeste, onde os crimes geralmente estão ligados a contextos de violência doméstica e relações marcadas por controle, posse e agressões recorrentes.

A posição no ranking regional acende um alerta para o avanço da violência de gênero e para a necessidade de fortalecimento das medidas de prevenção e proteção às mulheres em todo o estado.

No cenário nacional, o Brasil viveu o primeiro trimestre mais letal da história para mulheres desde o início da série histórica do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em 2015. Entre janeiro e março de 2026, foram registrados 399 feminicídios, o que representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia no país — uma vítima a cada cinco horas.

O levantamento mostra ainda um crescimento de aproximadamente 7,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido contabilizados 371 casos. Janeiro concentrou o maior número de ocorrências, seguido de fevereiro e março, mantendo o padrão elevado de violência ao longo dos três meses.

Entre os estados, São Paulo lidera com ampla diferença, com 86 casos registrados. Em seguida aparecem Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. No Nordeste, a Bahia ocupa a liderança regional com 25 feminicídios, seguida de Pernambuco com 22, Ceará com 9 e Alagoas com 8, evidenciando que a região concentra parte significativa dos casos do país.

Outros estados também registraram ocorrências, como Paraíba e Maranhão, com sete casos cada, Sergipe e Espírito Santo com seis, Piauí com cinco e Tocantins com quatro. Acre e Roraima não tiveram registros no período analisado.

Mesmo com variações em outros indicadores de violência letal no país, o feminicídio segue em trajetória de alta e permanece como uma das formas mais graves de violência de gênero no Brasil. Tipificado como crime hediondo desde 2015, o assassinato de mulheres por razões de gênero continua associado, em sua maioria, a contextos de violência doméstica e familiar, revelando a persistência de um problema estrutural que ainda desafia políticas públicas e redes de proteção em todo o país.

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