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Djalma Lyma

Sobre o autor

Radialista profissional e acadêmico de Direito, Djalma Lyma atua na comunicação com olhar crítico e compromisso com a informação. Este blog, reúne política, opinião e análise sobre os principais acontecimentos de Alagoas e do Brasil!
Postada em 24/09/2026 23:28 | Atualizada em 24/09/2026 23:40

Se Palmeira reconhecer o que Júlio Cezar já fez, a urna pode contar nova história

Porque no fim, não é o candidato quem decide se o legado valeu; é o eleitor, diante da urna
Se Palmeira reconhecer o que Júlio Cezar já fez, ele sairá do município com uma histórica - Foto: Divulgação

Na política, promessa qualquer candidato pode fazer. Obra, não. Obra fica. A rua pavimentada fica. A escola fica. A praça fica. A unidade de saúde fica. A mudança na paisagem da cidade fica. E é justamente aí que Júlio Cezar pode encontrar uma das principais forças de sua campanha para deputado federal.

Se o eleitor de Palmeira olhar para trás e reconhecer aquilo que foi feito durante os anos em que Júlio esteve à frente da Prefeitura, a eleição deixa de ser apenas uma disputa de discursos. Passa a ser uma disputa de memória. E memória, na política, pode valer muito.

Júlio Cezar governou Palmeira por dois mandatos. Nesse período, sua gestão realizou intervenções em áreas como saúde, educação, infraestrutura, espaços públicos e comunidades da zona rural. Mas a questão não é fazer uma lista de obras. É outra: o que ficou na cabeça do eleitor?

Porque o político pode deixar o cargo, mas não consegue apagar aquilo que deixou na cidade. E talvez seja exatamente isso que seus adversários tenham que enfrentar: não apenas o candidato Júlio Cezar, mas a lembrança do prefeito Júlio.

Há uma diferença enorme entre pedir voto prometendo fazer e pedir voto lembrando o que já foi feito. Um fala sobre o futuro. O outro pode falar também sobre o passado. E quando o passado está visível na cidade, a conversa muda.

O eleitor pode passar pela rua e lembrar. Pode entrar em uma unidade pública e lembrar. Pode olhar para uma praça e lembrar. Pode voltar para uma comunidade e lembrar. E, diante da urna, pode fazer uma pergunta simples: “Quem já fez alguma coisa por mim e pela minha cidade?”

É aí que a política fica interessante. Porque não existe voto garantido. Não existe eleitor obrigado a reconhecer nada. Mas também seria ingenuidade imaginar que aquilo que Júlio Cezar fez durante seus dois mandatos simplesmente desapareceu da memória do palmeirense no momento em que deixou a Prefeitura. Não desapareceu. Ficou.

Na política, promessa pode desaparecer depois da eleição. Obra não. Se Palmeira reconhecer o que Júlio Cezar já fez, ele sairá do município com uma histórica.

Porque no fim, não é o candidato quem decide se o legado valeu; é o eleitor, diante da urna.

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