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Polícia
Postada em 20/02/2026 23:17 | Por Todo Segundo

Trio envolvido na morte de motorista tem prisão determinada pela Justiça

Suspeito principal segue no sistema prisional; duas mulheres cumprirão prisão domiciliar
Motorista por aplicativo, Dário José Rodrigues, de 61 anos, morto em Maceió - Foto: Reprodução

O homem apontado como autor das facadas e marteladas que causaram a morte do motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos, permanecerá preso. Já as duas mulheres detidas por envolvimento no crime terão prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, por serem mães de crianças pequenas. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (20).

O trio havia sido preso em flagrante após planejar e executar uma emboscada contra a vítima. Segundo a Polícia Civil de Alagoas, Dário foi atraído para um apartamento no bairro Tabuleiro do Martins por uma das mulheres com quem mantinha relacionamento. Ela estava acompanhada de uma amiga, e um homem presente no imóvel — desconhecido pela vítima — desferiu a primeira facada no pescoço de Dário.

O delegado João Marcello explicou que, quando a vítima já não oferecia resistência, os suspeitos utilizaram um martelo para golpear a cabeça do motorista. O corpo foi posteriormente abandonado na região da Usina Utinga. Após o homicídio, os suspeitos limparam o local e passaram a usar o celular de Dário para solicitar empréstimos via PIX. Movimentações financeiras atípicas chamaram atenção da família, que acionou a polícia.

A Polícia Científica de Alagoas confirmou a identidade do corpo encontrado na zona rural de Rio Largo. A confirmação foi realizada pelo Departamento de Identificação Humana do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, por meio de exame necropapiloscópico, técnica utilizada quando o corpo está em avançado estado de decomposição.

O rastreamento das transferências via PIX foi determinante para localizar os suspeitos em outro endereço, no bairro Santos Dumont, em Maceió. Durante as investigações, foi apurado que eles venderam dois celulares da vítima por R$ 300 cada, conseguiram R$ 1 mil via empréstimo e ainda tentaram negociar o carro de Dário, que foi incendiado para eliminar vestígios.

O caso segue sob investigação, com o homem mantido no sistema prisional à disposição da Justiça, enquanto as mulheres permanecem em prisão domiciliar. O episódio reforça os riscos de relacionamentos iniciados por aplicativos e o uso de transações digitais como instrumento para crimes premeditados.

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