
A derrubada do veto da dosimetria (diminuição de penas) e a derrota de seu protegido (Jorge Messias) para o Supremo Tribunal Federal deixou o presidente Lula em uma situação difícil para continuar governando.
Gestor inteligente não faz desdém do Poder Legislativo. Essa lição também serve para prefeitos e governadores. Lula fez pouco caso do presidente do Senado Davi Alcolumbre, que tinha outro indicado para suceder Luis Roberto Barroso no STF, além de não aceitar a sugestão de Alcolumbre, o presidente desdenhou e enviou a mensagem de seu protegido para o Senado, sem antes comunicar ao presidente da Casa.
Davi Alcolumbre além da liderança natural entre os seus Pares, administra a pauta do Senado, os projetos enviados pelo executivo só serão apreciados pelos senadores se ele quiser! Tudo indica que até o final do governo Lula não terá projeto nenhum pautado, portanto, na opinião de muitos analistas é que o fim do governo Lula foi antecipado.
Então o que fazer? Enviar de novo o nome do Messias não envia! Outra opção é esperar o novo governo, que pode ser o próprio Lula ou Flávio Bolsonaro ou ainda chamar o Davi Alcolumbre e aceitar o candidato dele, que é Rodrigo Pacheco.
Qualquer alternativa haverá consequências, nenhuma boa, mas, se o Alcolumbre aceitar, a indicação do Rodrigo Pacheco será a menos traumática. Contudo, se partir para nenhuma das alternativas citadas, poderá ir para guerra eleitoral, com a máquina a todo vapor e poderá azeitar os programas sociais em favor dos pobres.
Além dos programas de distribuição de dinheiro fácil, Lula poderá dar um complemento monetário para quem ganha até 2 salários, entre outras inúmeras alternativas que deverão ser estudadas por sua equipe. E com essas medidas poderá sonhar com o 4° mandato.
Não esquecer que nas pesquisas ainda é o líder. Não deve nunca ser subestimado.
Penso assim, mas você pode e deve pensar diferente.
Por hoje é só!
Francisco de França - advogado

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