
A forma como o eleitor enxerga os candidatos vincula o voto. Se o eleitor achar que aquele candidato é fraco, não vota. É aquela estoria de "não vou perder meu voto". Sempre foi assim e vai continuar sendo.
Palmeira dos Índios nas próximas eleições tem meia dezena de candidatos a Câmara Federal. Dos que se apresentam até o momento, o único com alguma chance de ser eleito é o ex- prefeito Júlio Cézar, que das eleições disputadas só perdeu a de governador.
Sua candidatura a governador foi um blefe, uma estratégia para se tornar conhecido e sair candidato a prefeito de Palmeira dos índios. Uma estratégia bem planejada que logrou êxito. Nas eleições seguintes foi eleito prefeito e reeleito.
Sua administração foi exitosa, conseguindo então eleger o (a) sucessor (a). Tia Júlia, uma mulher simples que não tinha nenhuma expressão política, o sucesso da administração de JC a fez prefeita, e como prefeita, com certeza vai auxiliar a pretensão do sobrinho em ser Deputado Federal.
Pois bem, JC vai ter o apoio da máquina municipal, estadual e federal. Tem tudo para ser e vai ser o mais votado de Palmeira. O seu passado e o seu presente vão atrair o eleitorado (eleitor não gosta de votar em "defunto").
Nas eleições passadas para Deputado Estadual conseguiu a proeza de fazer de sua esposa (desconhecida politicamente) a mais votada do município.
Então, sem dúvida terá uma votação expressiva em Palmeira. Contudo, para se eleger, deverá usar sua força eleitoral, para abrir portas em outros municípios, para isto deverá negociar.
Júlio Cézar já tem experiência suficiente para desbravar horizontes. Só perderá a eleição para Deputado Federal se deixar Paulo Dantas e os Renans o seduzir pelo canto da sereia. Eles precisam de Palmeira e Palmeira hoje politicamente é Júlio Cézar. A melhor moeda de troca.
Penso assim mas você pode e deve pensar diferente.
Por hoje é só
Francisco de França - advogado.

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