
A poucos dias do fim do prazo para o registro das chapas, a disputa pelo Governo de Alagoas segue com uma das principais peças do tabuleiro ainda indefinida: o candidato a vice-governador.
Os dois principais grupos políticos do Estado optaram por esticar as negociações até o limite do calendário eleitoral. Tanto o senador, ex-ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), quanto o ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB) evitam antecipar a escolha e mantêm conversas reservadas para fechar as composições.
Durante a convenção do MDB, Renan Filho sinalizou que utilizará todo o prazo legal, até o dia 15 de agosto, para anunciar o nome que completará sua chapa. Nos bastidores, um dos nomes mais lembrados é o do empresário Fernando Farias, primeiro suplente de Renan Filho no Senado e aliado histórico do grupo governista. Com bom trânsito junto ao Palácio República dos Palmares e ao presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, ele aparece entre os favoritos para ocupar a vaga.
Outra corrente dentro do MDB, no entanto, defende a indicação do deputado federal Paulão (PT), em uma composição que fortaleceria a aliança entre os partidos que sustentam a candidatura emedebista.
No campo da oposição, a indefinição também permanece. Durante a convenção do PSDB, JHC não anunciou oficialmente quem será seu companheiro de chapa, embora o atual vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) tenha publicado nas redes sociais mensagens comemorando a possibilidade de permanecer na composição.
Nas últimas horas, outro nome passou a circular com força nos bastidores: o da advogada Adriana Andrade de Mendonça, esposa do deputado Alfredo Gaspar (PL) e filha do ex-governador Moacir Andrade.
A possibilidade ganhou espaço após Alfredo Gaspar ser anunciado como candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação de integrantes do PL é que a indicação de Adriana poderia consolidar o apoio do partido à candidatura de JHC ao Governo de Alagoas.
A hipótese, porém, divide opiniões dentro do grupo tucano. Lideranças defendem que uma composição com um nome ligado ao PL poderia imprimir à candidatura de JHC uma identidade mais alinhada ao bolsonarismo, movimento que parte dos aliados considera inconveniente para a estratégia eleitoral adotada até aqui.
A escolha dos vices vai muito além de uma formalidade eleitoral. As definições podem influenciar alianças regionais, ampliar o tempo de campanha, fortalecer palanques e consolidar apoios importantes na reta final da eleição.
Enquanto Renan Filho e JHC mantêm as negociações sob sigilo, os bastidores da política alagoana seguem movimentados. Com o prazo legal se aproximando do fim, a expectativa é de que a definição dos vices seja o próximo grande capítulo da disputa pelo Palácio República dos Palmares.

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