10/04/2026 15:25:47
Política
Justiça Eleitoral redesenha Câmara de Campo Grande após anulação de votos
Retotalização do TRE-AL anula votos do PDT e redefine os nove vereadores eleitos em 2024
ReproduçãoFraude à cota de gênero derruba mandatos e muda composição da Câmara de Campo Grande
Todo Segundo

A reconfiguração do cenário político em Campo Grande ganhou novos contornos nesta sexta-feira (10), após a Justiça Eleitoral impor uma mudança profunda na composição da Câmara Municipal. A decisão que reconheceu fraude à cota de gênero provocou não apenas a cassação de mandatos, mas também um efeito em cadeia que culminou na redefinição completa das vagas no Legislativo.

Com a anulação dos votos do Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) realizou a retotalização dos votos das eleições proporcionais de 2024. O procedimento, previsto na legislação, recalculou os quocientes eleitoral e partidário, redesenhando o mapa político da cidade.

Ao final da nova contagem, nove vereadores foram oficialmente declarados eleitos. A maior bancada ficou com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que passou a ocupar seis cadeiras, consolidando protagonismo na nova configuração da Câmara. Foram confirmados como parlamentares Arnald Ryan dos Santos Higino, Josefa Barbosa da Silva, Valmira Januario dos Santos, José Bezerra da Silva, Edson Dantas e Marcos Luis Leão Farias.

Já o Republicanos garantiu três vagas, com a eleição de Nataly Mirelly Lima dos Santos, Fabio Lima dos Santos e Marcio Lima de Araujo, fortalecendo sua presença no Legislativo municipal após a redistribuição.

A decisão judicial teve como base o descumprimento das regras que asseguram a participação mínima de mulheres nas chapas proporcionais. A irregularidade comprometeu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do PDT, tornando inválidos todos os votos atribuídos à legenda.

Na prática, isso significou a exclusão total do partido da disputa, com impacto direto na composição da Câmara. A retotalização, nesse contexto, funcionou como um mecanismo de correção, ao refazer os cálculos apenas com os votos considerados válidos.

O episódio reforça o rigor da Justiça Eleitoral no cumprimento das normas que buscam ampliar a participação feminina na política e evidencia como irregularidades nesse campo podem alterar significativamente o resultado das urnas. Em Campo Grande, a decisão não apenas puniu uma fraude, mas redesenhou o equilíbrio de forças no Legislativo municipal.

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