
O histórico de condenações de Albino Santos de Lima ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (4). Apontado como o “serial killer de Maceió”, ele foi condenado a mais 27 anos de prisão durante seu 11º julgamento, realizado pela 9ª Vara Criminal da Capital. Com a nova sentença, o total das penas impostas ao réu chegou a 321 anos, 2 meses e 13 dias de reclusão.
Desta vez, Albino foi julgado pelo assassinato de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos, considerado uma das primeiras vítimas da sequência de homicídios atribuídos a ele em Maceió. O crime ocorreu no dia 8 de dezembro de 2019, por volta das 18h, no bairro Chã da Jaqueira.
Um dos aspectos que chamou a atenção durante a sessão foi a postura do acusado no interrogatório. Albino negou ter cometido o homicídio. Diferentemente de julgamentos anteriores, também não fez qualquer referência ao suposto Arcanjo São Miguel, personagem que costumava mencionar ao tentar explicar os assassinatos pelos quais respondia.
Na fase inicial das investigações, o réu havia confessado o crime na delegacia, mas posteriormente mudou sua versão e passou a negar a autoria durante o processo. Testemunhas que presenciaram a ação, entretanto, apontaram Albino como responsável pelos disparos que mataram José Cícero.
Ao fundamentar a condenação, o juiz considerou as provas apresentadas durante o julgamento e destacou a existência de “periculosidade concreta” do acusado.
Durante os debates, a promotora de Justiça contestou os argumentos apresentados pela defesa e levantou a possibilidade de violência sexual contra a vítima. Segundo a acusação, o estado de decomposição do corpo, encontrado em uma área de mata, impossibilitou que os exames periciais confirmassem tecnicamente essa circunstância.
A representante do Ministério Público também questionou a retirada das roupas da vítima e o período em que o acusado teria permanecido no local do crime. A promotora argumentou que a caracterização do estupro não depende exclusivamente da ocorrência de conjunção carnal.
A assistente de acusação, Lívia Azevedo, acompanhou a linha de argumentação e pediu aos jurados que considerassem as circunstâncias apresentadas durante a sessão.
A defesa, por outro lado, contestou a interpretação do Ministério Público e afirmou que a acusação estava presumindo a ocorrência de violência sexual sem uma comprovação pericial conclusiva.
A nova sentença reforça o histórico de condenações de Albino Santos de Lima, que está preso desde 2024 e responde por uma série de assassinatos ocorridos na capital alagoana.
Com mais 27 anos de reclusão, o réu passa a acumular 321 anos, 2 meses e 13 dias de penas impostas pela Justiça.
O julgamento desta quarta-feira representa mais uma etapa dos processos relacionados aos homicídios atribuídos a Albino, cuja sequência de condenações já ultrapassa três séculos de prisão em penas somadas.

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