
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) pediu à Justiça a prisão preventiva de um homem e uma mulher denunciados pela morte da gata Camila Regina, vítima de uma sequência de agressões dentro de uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O animal foi atacado enquanto estava preso dentro de um saco plástico, em um episódio de violência registrado por câmeras de segurança.
A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (30) pela 56ª Promotoria de Justiça da Capital. Conforme a acusação, o homem teria executado as agressões, enquanto a mulher seria a responsável por ordenar o crime. Os dois deverão responder criminalmente caso a denúncia seja recebida pela Justiça.
O caso aconteceu no dia 29 de agosto e ganhou repercussão após a divulgação das imagens do circuito interno de segurança da academia. Os registros mostram a gata sendo submetida a uma série de agressões enquanto permanecia imobilizada dentro de um saco plástico.
Segundo o Ministério Público, Camila Regina era um animal comunitário, cuidado e alimentado por alunos do estabelecimento. A investigação aponta que a gata foi colocada dentro do saco e submetida à asfixia. Na sequência, o homem teria pisado diversas vezes sobre o corpo do animal e desferido golpes contundentes. A violência teria durado quase cinco minutos e provocado intenso sofrimento até a morte.
Ainda de acordo com a denúncia, depois das agressões, a mulher apontada como mandante teria saído da academia levando o saco plástico com o corpo da gata.
A acusação foi encaminhada à 10ª Vara Criminal de Maceió. Além de solicitar o recebimento da denúncia e a abertura da ação penal, o MPAL requereu a prisão preventiva dos dois investigados.
A promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo afirmou que o inquérito policial reuniu elementos que demonstram a ocorrência do crime e indicam a participação dos denunciados.
A acusação tem como fundamento o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, que prevê punição para práticas de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilação de animais, além do artigo 29 do Código Penal, que trata da participação em infrações penais.
Agora, caberá à Justiça decidir se recebe a denúncia e se acolhe o pedido de prisão preventiva. Caso a acusação seja aceita, os dois passarão a responder a uma ação penal.

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