
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) abriu novas frentes de apuração sobre a morte de Amanda Rhuanny Lopes da Silva, de 32 anos, atingida por um disparo efetuado por um policial militar durante uma abordagem no bairro do Jacintinho, em Maceió. O caso aconteceu no fim de semana e a vítima morreu após ser socorrida.
A Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial determinou providências para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e verificar se os procedimentos adotados pelas forças de segurança seguiram as normas.
Um dos pontos que chamou a atenção do MPAL foi a decisão da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de encaminhar a investigação para a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Dracco), e não para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a promotora Karla Padilha, a DHPP foi acionada, mas informou que uma determinação da SSP havia direcionado o caso para a Dracco. Para o MP, é necessário esclarecer o motivo da mudança, já que a DHPP é responsável pela investigação de crimes dolosos contra a vida na capital.
“A rigor, a Dracco não tem atribuição para investigar crime doloso contra a vida”, afirmou a promotora.
O MPAL também apura a situação funcional e judicial do policial responsável pelo disparo.
De acordo com informações recebidas pela promotoria, o militar teria sido denunciado pelo Ministério Público em 2024 por tentativa de homicídio e estaria sujeito a medidas determinadas pela Justiça que poderiam restringir sua atuação em escala ou em serviço ostensivo naquela região do Jacintinho.
A promotoria acionou a Corregedoria da Polícia Militar para verificar se essas medidas ainda estão em vigor e se o agente havia sido oficialmente comunicado sobre elas.
O resultado das apurações será encaminhado à promotoria responsável pelo processo relacionado à denúncia anterior.
O Ministério Público informou que vai analisar as informações sobre a atuação das polícias Civil e Militar para definir eventuais providências.
Paralelamente, a promotoria com atribuição para crimes dolosos contra a vida deverá avaliar se há elementos que indiquem materialidade e autoria suficientes para uma eventual denúncia por homicídio.
As circunstâncias da abordagem que terminou com a morte de Amanda continuam sendo investigadas.

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