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Alagoas
Produção florestal recua 3,5% em Alagoas e chega a R$ 61,4 milhões
Resultado estadual caiu 3,5%, na contramão do crescimento de 6,7% registrado no país
Licia Rubinstein/Agência IBGEAlagoas tem queda na produção florestal enquanto Brasil registra alta de 6,7%
Todo Segundo

Alagoas teve queda de 3,5% no valor da produção florestal em 2025, enquanto o resultado nacional avançou 6,7%, segundo dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (24).

O valor da produção florestal no estado, que reúne a extração vegetal e a silvicultura, passou de R$ 63,64 milhões em 2024 para R$ 61,40 milhões em 2025. Na contramão de Alagoas, o setor movimentou R$ 47,9 bilhões no Brasil, com crescimento de 6,7%.

A principal retração veio da silvicultura, responsável pela maior parte da produção florestal alagoana. O segmento somou R$ 53,04 milhões em 2025, uma redução de 5,9% em relação ao ano anterior.

Mesmo com a queda, Alagoas registrou o quarto maior valor da silvicultura no Nordeste, atrás de Bahia, Maranhão e Piauí. Na região, o valor da atividade recuou 9,9%, enquanto no país houve crescimento de 8,6%.

O desempenho negativo da produção florestal ocorreu apesar do avanço da extração vegetal. O valor dessa atividade cresceu 15,1% em Alagoas, passando de R$ 7,27 milhões em 2024 para R$ 8,37 milhões em 2025. O resultado foi o quarto maior crescimento entre os estados brasileiros e o segundo maior do Nordeste.

Apesar da alta, a participação de Alagoas no setor permanece pequena. O estado respondeu por apenas 0,12% do valor da extração vegetal brasileira e por 0,60% do total nordestino. Entre os estados da região, Alagoas teve o segundo menor valor de produção, à frente apenas de Sergipe.

Os produtos alimentícios representaram a maior parcela da extração vegetal alagoana, com R$ 5,34 milhões, ou 63,8% do total. Entre os produtos identificados individualmente, os maiores valores foram registrados pelo umbu (R$ 1,65 milhão), pela castanha-de-caju (R$ 1,25 milhão) e pelo licuri (R$ 814 mil).

No ranking municipal, Estrela de Alagoas apresentou o maior valor da extração vegetal, com R$ 898 mil, impulsionado principalmente pela castanha-de-caju, que respondeu por R$ 683 mil. Palmeira dos Índios ficou em segundo lugar, com R$ 821 mil.

Juntos, os dois municípios concentraram 20,5% do valor da produção extrativa de Alagoas em 2025.

Na quantidade de produtos alimentícios extraídos, Palmeira dos Índios liderou, com 216 toneladas, contra 145 toneladas em 2024. Estrela de Alagoas apareceu em seguida, com 155 toneladas, seguida por Traipu (50 toneladas), Água Branca (45 toneladas) e Piaçabuçu (44 toneladas).

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