14/08/2026 12:27:49
Alagoas
Desemprego cai em Alagoas, mas Estado segue entre os piores do país
Taxa recua para 7,9%, mas fica bem acima da média nacional, segundo números do IBGE
Reprodução Desemprego cai em Alagoas, mas Estado segue entre os piores do país, segundo IBGE
Todo Segundo

Alagoas apresentou melhora na taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026, mas os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), mostram que o mercado de trabalho alagoano ainda enfrenta dificuldades. Entre abril e junho, cerca de 105 mil pessoas estavam desocupadas, enquanto o Estado registrou uma taxa de desocupação de 7,9%, bem acima da média nacional, que ficou em 5,4%.

O índice caiu 1,3 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, quando a taxa havia chegado a 9,2%. Apesar da redução, o resultado praticamente não mudou na comparação anual: no segundo trimestre de 2025, a taxa era de 7,5%, considerada estatisticamente estável pelo levantamento.

O cenário coloca Alagoas entre os estados com maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho. O Estado ficou atrás apenas de Amapá, com 9,8%, e Bahia, com 9,1%, entre as maiores taxas de desocupação do país.

Subutilização ainda preocupa

Outro indicador reforça o tamanho do desafio. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 23,4% em Alagoas.

Apesar da queda em relação aos 26,1% registrados no trimestre anterior, o percentual mantém o Estado na terceira posição entre as maiores taxas do Brasil, atrás do Piauí, com 26,6%, e da Bahia, com 24%.

Na prática, aproximadamente 348 mil alagoanos estavam em situação de subutilização da força de trabalho no período. O número inclui pessoas desempregadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e aqueles que poderiam trabalhar, mas não estavam disponíveis ou não haviam procurado emprego nas condições consideradas pela pesquisa.

Informalidade atinge mais de meio milhão

O levantamento também expõe outro problema do mercado de trabalho alagoano: a informalidade.

Cerca de 528 mil trabalhadores estavam na informalidade no segundo trimestre. Enquanto isso, aproximadamente 353 mil pessoas ocupadas tinham carteira assinada no setor privado.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.578, sem alteração estatisticamente significativa tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2025.

Ou seja, mesmo com a redução do desemprego, os dados não apontam para uma melhora expressiva da renda dos trabalhadores alagoanos.

Poucos setores tiveram reação

O nível geral de ocupação em Alagoas ficou em 47,5%, sem variação estatisticamente significativa em relação ao primeiro trimestre de 2026 ou ao segundo trimestre do ano passado.

Entre os setores analisados pelo IBGE, somente alojamento e alimentação apresentou aumento estatisticamente significativo no número de pessoas ocupadas.

Na agricultura e pecuária, indústria, construção e transporte, não foram identificadas mudanças estatisticamente significativas.

Os números revelam, portanto, um mercado de trabalho que conseguiu reduzir o desemprego no curto prazo, mas ainda convive com baixa ocupação, elevada informalidade, renda praticamente estagnada e uma das maiores taxas de subutilização do país.

Para o governo de Alagoas, o resultado representa um ponto de pressão: embora a taxa de desocupação tenha recuado, o Estado permanece distante da média nacional e continua entre os líderes em indicadores que mostram dificuldades de acesso a empregos e aproveitamento da força de trabalho.

A PNAD Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre o mercado de trabalho e acompanha, entre outros indicadores, ocupação, desocupação, rendimento e informalidade em todo o país.

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