
A Operação Watergate, deflagrada na manhã desta segunda-feira (15), teve novos desdobramentos com a apreensão de armas de fogo, entorpecentes e documentos contábeis durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Alagoas.
A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF) e investiga um esquema de fraude fiscal estimado em R$ 49 milhões no setor de água mineral do estado.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. Durante as diligências, equipes da Polícia Militar encontraram duas armas de fogo e porções de maconha em imóveis ligados aos investigados.
Além do material ilícito, os agentes recolheram malotes contendo documentos contábeis considerados relevantes para o comitê de investigação financeira responsável pela apuração do caso. Todo o material foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foram realizados os procedimentos legais de registro.
Paralelamente à investigação dos crimes tributários, equipes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) foram acionadas para verificar a situação de diversos animais silvestres encontrados em propriedades vinculadas a um dos alvos da operação.
Entre os animais identificados estavam corujas, araras, papagaios e uma cobra, localizados tanto na residência do investigado quanto no pátio de uma das empresas associadas ao grupo econômico sob investigação.
Inicialmente, os policiais realizaram a conferência da documentação referente à posse dos animais. Após auditoria técnica, o BPA constatou que todas as espécies possuíam registro e autorização de criação em cativeiro emitidos pelos órgãos ambientais competentes.
Diante da regularidade da documentação apresentada, os animais permaneceram sob a guarda do tutor legalizado e não foram apreendidos.
Segundo os órgãos responsáveis pela operação, os documentos, armas e demais ativos recolhidos passarão a integrar o inquérito conduzido pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil. A investigação busca reunir provas sobre possíveis crimes de sonegação de ICMS e lavagem de bens atribuídos ao grupo empresarial investigado.
A Operação Watergate segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.
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