
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Ruptura, para desarticular um grupo suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção eleitoral, peculato e corrupção ativa e passiva em Alagoas.
Segundo a investigação, o grupo teria utilizado a estrutura de um hospital localizado no estado para beneficiar candidatos por meio do acesso privilegiado a consultas, exames e procedimentos médicos oferecidos pela rede pública de saúde.
Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça Eleitoral. Durante a operação, os policiais também apreenderam três armas de fogo irregulares em diferentes endereços.
As investigações apontam ainda que agentes públicos teriam participado do encaminhamento de pacientes ao hospital por meio de listas paralelas e mecanismos informais de agendamento. A prática, conforme a PF, permitiria que determinados usuários fossem atendidos com prioridade, passando à frente do fluxo regular dos serviços de saúde.
A suspeita é de que o acesso facilitado a consultas, exames e procedimentos médicos teria sido utilizado como instrumento de favorecimento político, especialmente em benefício de candidatos.
Armas apreendidas
Durante o cumprimento das ordens judiciais, três armas de fogo foram encontradas em situação irregular.
Os flagrantes relacionados às armas foram encaminhados à Polícia Civil de Alagoas, responsável pela adoção das medidas de polícia judiciária cabíveis.
A Operação Ruptura busca reunir novos elementos que possam esclarecer a participação dos investigados e a extensão do suposto esquema. As responsabilidades individuais deverão ser definidas a partir do avanço das investigações e da análise do material apreendido.

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