23/04/2026 09:24:26
Polícia
Operação contra o Comando Vermelho deixa dois mortos em Branquinha
Dois suspeitos morreram após reagirem; grupo é investigado por série de homicídios
PC/ALIntegrantes do Comando Vermelho morrem em confronto durante operação em Branquinha
Todo Segundo

Uma ofensiva das forças de segurança de Alagoas contra um grupo suspeito de executar rivais sob disfarce policial terminou com dois mortos, nas primeiras horas desta quinta-feira (23), no município de Branquinha, Zona da Mata do estado. A ação, batizada de “Operação Ruptura”, teve como foco desarticular uma célula criminosa ligada ao tráfico de drogas e investigada por uma sequência de homicídios.

De acordo com a Polícia Civil, os dois suspeitos mortos reagiram à abordagem durante o cumprimento dos mandados judiciais e entraram em confronto com as equipes. Ambos foram socorridos e levados ao Hospital Regional da Mata, mas não resistiram aos ferimentos.

As investigações apontam que a dupla integrava um grupo com atuação violenta na região, associado à facção Comando Vermelho. O que mais chamou a atenção dos investigadores foi o método utilizado nos crimes: os suspeitos invadiam residências se passando por agentes de segurança pública e, em seguida, executavam as vítimas.

Segundo a polícia, a motivação dos assassinatos está ligada à disputa por territórios do tráfico de drogas. O grupo é apontado como responsável por pelo menos três homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio, todos com características de execução.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Durante a operação, um homem foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Além disso, quatro armas foram apreendidas, reforçando a suspeita de atuação armada e organizada da quadrilha.

A Operação Ruptura mobilizou uma força-tarefa que reuniu diversas unidades da Polícia Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios de União dos Palmares, responsável pela coordenação dos trabalhos, além de equipes de Arapiraca, Palmeira dos Índios e Novo Lino. Também participaram a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), o

Departamento Estadual de Aviação (DEA) e unidades da Polícia Militar, como o 2º Batalhão, com apoio do Pelotão de Operações Especiais (PELOPES) e setores de inteligência.

Para os investigadores, a operação representa um passo importante no enfraquecimento de grupos que vêm aterrorizando comunidades do interior com ações cada vez mais ousadas, como o uso de falsos distintivos e a simulação de operações policiais para executar rivais.

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