
A Justiça manteve preso, nesta sexta-feira (17), o professor da rede pública municipal de Murici, detido na quinta-feira (16), por suspeita de estupro de vulnerável contra estudantes menores de idade. A decisão veio após audiência de custódia, convertendo a prisão temporária de 30 dias em preventiva, em operação conjunta do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e Polícia Militar (PM), na Zona da Mata.
As denúncias corajosas de duas garotas ao MPAL deram início às apurações, revelando um histórico alarmante de abusos sistemáticos por mais de três décadas. Investigadores colheram relatos de vítimas dopadas antes dos atos, com casos datando de mais de 30 anos. O suspeito, aproveitando-se de sua posição como educador, se aproximou das meninas para cometer os crimes, segundo os elementos reunidos.
O MPAL requereu e obteve mandados de prisão e busca e apreensão para avançar nas provas. Na audiência, o órgão defendeu a custódia para proteger as vítimas, preservar a instrução criminal e garantir a ordem pública – argumentos acolhidos pelo juiz.
A Prefeitura de Murici, ciente após a detenção, afastou o professor imediatamente e prometeu medidas administrativas. "Não compactuamos com isso e apoiaremos as vítimas", informou a assessoria. A comunidade escolar agora foca em apoio psicológico e prevenção, reacendendo debates sobre segurança nas escolas.
A defesa não foi contatada até o momento. O caso tramita em sigilo.

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