
O assassinato da empresária alagoana, ganhou novos contornos nesta segunda-feira (23), após a confirmação de um detalhe que amplia a gravidade do caso: a arma utilizada na morte de Flávia Barros, era de uso funcional do próprio suspeito, com quem a vítima mantinha um relacionamento recente.
O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, apontado como autor da morte da namorada em um hotel de Aracaju, utilizou uma arma institucional vinculada à Secretaria de Segurança Pública da Bahia/BA. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), evidenciando que o armamento empregado no crime integra o aparato oficial do Estado.
Segundo as autoridades, por se tratar de uma arma de trabalho, o equipamento deverá ser devolvido ao estado de origem após a conclusão da perícia técnica. O laudo será anexado ao inquérito policial, que investiga as circunstâncias do crime.
A vítima, Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, natural da cidade de Piranhas, em Alagoas, era empresária e mantinha um relacionamento recente com o suspeito — oficializado há apenas uma semana. Ambos são naturais da Bahia. Tiago Sóstenes exerce a função de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso.
O crime ocorreu dentro de um quarto de hotel na capital sergipana. Flávia foi encontrada sem vida no local, enquanto o suspeito apresentava ferimentos provocados por disparo de arma de fogo. A principal linha de investigação da Polícia Civil de Sergipe aponta para feminicídio seguido de tentativa de suicídio.
Após o ocorrido, Tiago foi socorrido e submetido a um procedimento cirúrgico no Hospital de Urgências de Sergipe. Segundo a equipe médica, o estado de saúde dele é considerado estável.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além da Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), que realizaram os primeiros levantamentos no local do crime.
O caso segue sob investigação e levanta questionamentos sobre o uso e o controle de armas institucionais fora do ambiente de trabalho, especialmente quando envolvem agentes públicos em situações de violência extrema.

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